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11 MITOS E VERDADES SOBRE O UNIVERSO “BLOCKCHAIN”

Por ser uma tecnologia tão nova e cheia de possibilidades, é extremamente natural que surjam uma infinidade de teorias e possíveis aplicações do Blockchain. No entanto, entre tendências e previsões, há alguns mitos que precisam ser esclarecidos. Compilamos alguns dos mais comuns para que você e nunca mais cometa a gafe, por exemplo, de dizer que “bitcoin é a mesma coisa que blockchain”. Confira!


1- Blockchain é uma tecnologia segura?

Sim. Qualquer transação feita pela blockchain só poderá ser validada quando todo um “bloco” é preenchido com transações. Em suma, só assim é possível fazer uma moeda digital sair das mãos de uma pessoa e ir para outra. Como esses blocos são selados por códigos criptográficos, é praticamente impossível arrombar o segredo desses emissários/destinatários. Isso garante, por exemplo, que:

  • Cada moeda chegue ao destino certo;
  • Uma moeda não seja usada mais de uma vez;

Transações anteriores não sejam alteradas sem comprometer toda a cadeia.


2- Mas ela é usada só no bitcoin?

Não. Várias outras moedas digitais surgiram usando a lógica do blockchain. As principais criptomoedas alternativas (altcoins) oferecem algo aparentemente diferente, enquanto o resto segue a lógica do bitcoin. No entanto, existem algumas diferenças entre as principais criptomoedas, caso contrário não haveria características importantes que chamassem atenção dos investidores e traders. Conheça aqui outras criptomoedas em alta.


3- O blockchain só serve para moedas virtuais?

Errado. Ele pode ter incontáveis aplicações. Vários segmentos da economia já demonstraram interesse na tecnologia. Por exemplo, uma carga de soja enviada dos Estados Unidos para a China se tornou o primeiro carregamento agrícola que teve todas as suas etapas registradas em blockchain.


4- Qual a visão de grandes bancos sobre a blockchain?

Começam a assimilar e incorporar as possibilidades dessa tecnologia. JPMorgan tem projeto de como implantar um blockchain para seus processos, assim como vários outros bancos gigantes, como BNP Paribas, HSBC, Santander, Bank of America, ABN Amro, Goldman Sachs, Credit Suisse e Morgan Stanley. Os segmentos financeiro e de seguros são dois dos mais inclinados a passar por uma grande revolução por causa do blockchain. Ambos podem se beneficiar da criptografia. Até banqueiros mais céticos em relação às criptomoedas (como Jamie Dimon, CEO do JPMorgan), se mostram abertos à tecnologia do blockchain.

Bancos brasileiros formaram um grupo para estudar como podem usar blockchain para integrar alguns serviços financeiros.


5- O governo brasileiro já deu sua opinião sobre a blockchain?

O Banco Central brasileiro já considera o Blockchain uma possibilidade viável. No ano passado publicou um estudo que mostra como pode substituir com um blockchain o sistema de transferências interbancários, caso o Brasil enfrente dificuldades que faça a plataforma corrente entrar em colapso.


6- Blockchain é a mesma coisa que Bitcoin?

Errado. Este mito existe basicamente pelo fato da bitcoin, que é uma criptomoeda, ter sido criada “em cima” da tecnologia Blockchain – a qual explicamos com mais detalhes aqui.

Assim como todas as outras criptomoedas, o bitcoin foi criado a partir da tecnologia blockchain –-, especialmente devido a sua necessidade de ser uma moeda digital, descentralizada e livre de “controladores”, como bancos, empresas e governos. O blockchain é valioso porque é seguro, uma vez que os mineradores empregam energia computacional para a manutenção da rede, vislumbrando a recompensa de bitcoins.

A moeda bitcoin é valiosa porque ela pode ser custodiada por seu proprietário e transferida por meio de uma plataforma segura com um livro-razão universal, público e imutável –blockchain – sem depender de nenhum intermediário.

Um bitcoin existe apenas como um registro contábil no blockchain. O blockchain existe para registrar a propriedade e as transações de bitcoins entre usuários. Um depende do outro, portanto, são coisas distintas.


7- Blockchain é muito complicado de se entender?

Não. Há alguns anos, quando apenas os especialistas em computação podiam entender e usar o Blockchain, afirmar que “blockchain é uma tecnologia complicada” poderia até fazer sentido.

No entanto, com a sua popularização exponencial dos últimos anos, hoje em dia o tema “Blockchain” conta com inúmeros cursos presenciais e online, artigos, eventos, workshops e até livros sobre o assunto que não são necessariamente voltados aos desenvolvedores. Basta encarar o tema de frente.


 8- Blockchain só pode ser utilizado no setor financeiro?

Não mesmo. Muitos ainda acreditam que o Blockchain só pode ser aplicado no setor financeiro porque foi desenvolvido originalmente para funcionar com o bitcoin. Contudo, o Blockchain não apenas pode ser usado em outros setores como já está sendo, como no setor imobiliário, farmacêutico e possibilidades jurídicas. Por exemplo: os cartórios, responsáveis por validar e registrar documentos e assinaturas, também poderiam ser melhorados – ou até substituídos – pelo Blockchain em um futuro distante. A verdade é que qualquer tipo de transação que demande registros e documentação poderá ser otimizada por meio do BlockchainConheça outros setores onde a tecnologia Blockchain já colhe resultados.


9- Blockchain torna os dados das transações públicos?

Muitos pensam que, por ser uma tecnologia “aberta”, Blockchain permite que qualquer pessoa veja os dados das transações, o que no fim das contas é um grande mito. Os dados são criptografados, e só quem pode acessar os seus detalhes é quem participou da transação. Portanto, apesar de ser público, o livro-razão impede que pessoas não autorizadas tenham acesso às transações.


10- Os Smart Contracts – Contratos Inteligentes –  têm validade jurídica?

Os Smart Contracts feitos na Ethereum, que é uma das aplicações mais populares da Blockchain hoje, eliminam a necessidade de indivíduos lidarem com processos complexos e demorados na hora de realizarem transações. Eles são pequenos softwares atrelados à tecnologia, que funcionam como “contratos inteligentes”, capazes de se autoexecutar caso algumas condições se confirmem. Em sua versão mais simples e conhecida, permitem, por exemplo, que uma transação seja realizada automaticamente assim que várias pessoas assinam digitalmente um documento.

Entretanto, a tecnologia criada para viabilizá-los é muito recente e precisa amadurecer para entrar em operação comercial. Até o momento, não possuem o mesmo valor jurídico que contratos regulares, mas abrem o leque para caminhar legalmente para essa direção.


11- Blockchain é apenas uma moda passageira?

É verdade que muitas tecnologias surgem e desaparecem rapidamente. Entretanto, estima-se que até 2019, cerca de US$ 400 milhões serão movimentados mundialmente em criptomoedas, o que somente comprova o imenso potencial da tecnologia Blockchain para diferentes setores da economia e, principalmente, para seus usuários. Naturalmente, ainda existem muitas ressalvas. O que parece certo, contudo, é que depois do blockchain o mundo jamais será o mesmo.


 

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